Arcebispo presidiu missa na quarta-feira de cinzas na Catedral

Na Quarta-feira de Cinzas, 06 de março de 2019, o arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva, presidiu na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto, a Missa com o rito da bênção e a imposição das cinzas, dando início ao Tempo Quaresmal. Na ocasião estiveram presentes os reitores e seminaristas do Seminário São José e Propedêutico Bom Pastor (Ribeirão Preto) e Seminário Maria Imaculada (Brodowski), este último acolhe os seminaristas da diocese de Ituiutaba (MG) e arquidiocese de Ribeirão Preto. Concelebraram os padres: Francisco Jaber Zanardo Moussa (pároco); Igor Fernando Aparecido Madalosso de Lima; Marcus Vinícius Miranda (Reitor do Propedêutico); Antônio Élcio de Souza (Pitico), reitor do Seminário Maria Imaculada e Mestre de Celebrações do Sólio; e serviu nas funções litúrgicas o diácono João Paulo Tarlá Júnior.

Homilia

Na introdução da homilia, o arcebispo Dom Moacir, convidou os fiéis a fazer a experiência do período quaresmal pautado pela conversão, oração e testemunho. “A celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação, cientes de que tornar-nos semelhantes a Cristo (cf. Rm 8, 29) é um dom inestimável da misericórdia de Deus. Este itinerário de preparação é a Quaresma que estamos iniciando. Ela oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.”, explicou o arcebispo.

Evangelho

Ao meditar na homilia o texto do Evangelho, o arcebispo, orientou os fiéis a assumir com fidelidade as obras de justiça. “No Evangelho, somos convidados por Jesus Cristo a assumir, com fidelidade, as obras de justiça para com o outro, por meio da esmola (caridade, partilha dos bens); assumir as obras de justiça para com Deus por meio da oração; assumir as obras de justiça para consigo mesmo por meio do jejum. Através dessas três obras de piedade da época de Jesus, São Mateus mostra a oposição entre a prática de Jesus e a prática dos fariseus e escribas. Enquanto para escribas e fariseus tais práticas são a expressão da observância da Lei em vista de uma recompensa, mesmo que não corresponda a uma atitude interior, para Jesus estas três práticas simbolizam fidelidade a Deus. A prática de Jesus deve ser a nossa prática no dia a dia”, salientou dom Moacir.

Campanha da Fraternidade

Ainda na homilia, Dom Moacir, recordou a abertura da Campanha da Fraternidade. “Hoje, com toda a Igreja no Brasil, estamos iniciando a CF-2019, que tem como tema: ‘Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema: ‘Serás libertado pelo direito e pela justiça’ (Is 1,27). Esta Campanha tem como objetivo geral: ‘Estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade’ (Texto-base - TB, 1). É preciso conhecer como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado brasileiro. Exigir ética na formulação das PP. É preciso despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão na construção de PP em âmbito acional, estadual e municipal. Aqui também precisamos de conversão. E a CF, celebrada na quaresma, intensifica o convite à conversão”, esclareceu o arcebispo.

Papa Francisco

Antes de concluir a homilia, o arcebispo, fez referência a mensagem do Papa Francisco ao povo brasileiro por ocasião da Campanha da Fraternidade deste ano: “O Papa Francisco terminou sua mensagem para nós hoje, dizendo: Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a ‘carne de Cristo’ que espera ‘ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós’ (Bula Misericordiae vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa”, comentou dom Moacir.

Ritual das Cinzas

E, ao terminar a homilia, Dom Moacir sinalizou aos fiéis a importância do gesto da imposição das cinzas. “Com a celebração da Quarta-feira de Cinzas, meus irmãos e minhas irmãs, a Igreja inicia o ciclo pascal que tem como tempo preparatório a Quaresma. Somos convidados a entrar na dinâmica pascal de passagem da morte para a vida, das trevas para a luz, do egoísmo e do pecado para a vitória da ressurreição. Por isso, pedimos na primeira oração desta missa para que a penitência quaresmal nos fortaleça contra o espírito do mal. Através do gesto ritual de imposição das cinzas, que vamos realizar, reconhecemos nossa fragilidade, nossa condição de pecadores, mas também nossa disposição de caminhar para o dia maior da ressurreição, vivendo a misericórdia de Deus, à semelhança do Cristo obediente, morto e ressuscitado.”, concluiu o arcebispo.

Seminaristas

Antes da bênção final, os reitores dos seminários arquidiocesanos fizeram a apresentação dos seminaristas das casas formativas: Seminário São José e Propedêutico Bom Pastor (Ribeirão Preto) e Seminário Maria Imaculada (Brodowski). A Arquidiocese de Ribeirão Preto conta neste ano de 2019 com 5 seminaristas no Seminário São José e Propedêutico Bom Pastor, em Ribeirão Preto; e 15 seminaristas no Seminário Maria Imaculada, sendo 9 no curso de filosofia e 6 no curso de teologia. A Diocese de Ituiutaba conta com 13 seminaristas, sendo 10 no curso de filosofia e 3 no curso de teologia.