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Arquidiocese Ribeirão Preto

Hoje é
História

História

A cidade de Ribeir�o Preto foi fundada a 19 de junho de 1856, a partir de doa��o feita para formar o Patrim�nio de S�o Sebasti�o do Ribeir�o Preto, de terras desmembradas, demarcadas e doadas da Fazenda Retiro e Retiro da Barra. Tornou-se par�quia aos 16 de julho de 1870 e o seu primeiro vig�rio foi o Padre �ngelo Philidory Torres.

Quando o Estado de S�o Paulo possu�a apenas uma Diocese, com sede na Capital paulista, o Papa Pio X houve por bem criar cinco outras Dioceses: Ribeir�o Preto, S�o Carlos, Campinas, Botucatu e Taubat�, no dia 7 de junho de 1908, pela Bula �Dioecesium Nimiam Amplitudinem�, executada a 8 de outubro de 1908. Dom Alberto Jos� Gon�alves, primeiro Bispo, tomou posse da diocese de Ribeir�o Preto a 28 de fevereiro de 1909.

O Papa Pio XII elevou Ribeir�o Preto a Arquidiocese, no dia 19 de abril de 1958, pela Bula �Sacrorum Antistitum�. Dom Lu�s do Amaral Mousinho, primeiro Arcebispo, instalou a Arquidiocese no dia 30 de novembro de 1958.

Arquidiocese hoje

A Arquidiocese de Ribeir�o Preto, situada na regi�o nordeste de S�o Paulo, abrange 20 munic�pios com uma �rea de 8.897 quil�metros quadrados e de acordo com a Contagem da Popula��o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica - IBGE, do ano de 2010, os 1.096.285 habitantes estavam divididos nos seguintes munic�pios: Altin�polis, Batatais, Brodowski, Cajuru, C�ssia dos Coqueiros, Cravinhos, Dumont, Guatapar�, Jardin�polis, Luiz Ant�nio, Pontal, Ribeir�o Preto, Santa Cruz da Esperan�a, Santa Rita do Passa Quatro, Santa Rosa de Viterbo, Santo Ant�nio da Alegria, S�o Sim�o, Serra Azul, Serrana e Sert�ozinho.

A Arquidiocese conta com 85 par�quias, sendo 43 na cidade de Ribeir�o Preto, e 42 nas demais cidades, 02 quase par�quias e 01 �rea pastoral.

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Breve relato da cria��o da diocese de Ribeir�o Preto


A diocese de Ribeir�o Preto foi criada no dia 7 de junho de 1908 pela �Bula Diocesium Nimiam Amplitudinem� do Papa Pio X.

A cria��o da diocese de Ribeir�o e de tantas outras criadas pelo Brasil a fora, no in�cio do s�culo XX, tem a ver com as mudan�as ocorridas no pa�s por causa das medidas tomadas logo ap�s a Proclama��o da Rep�blica, em 15 de novembro de 1889.

Ap�s a proclama��o da Rep�blica, com a separa��o do Estado da Igreja cat�lica, depois de s�culos de regime de Padroado R�gio, em que o Estado administrava os neg�cios eclesi�sticos com direito a nomear bispo, criar par�quias, cobrar d�zimos, entre outras a��es administrativas, a Igreja se viu pressionada a se reorganizar diante da liberdade de culto que permitiu o crescimento de outras cren�as. Al�m disso, o regime republicano, de car�ter positivista e liberal instalado no Brasil, instituiu a seculariza��o dos cemit�rios, o matrim�nio civil, o registro de nascimento e �bito, retirando da Igreja um papel que ela havia exercido por s�culos.

A cria��o das dioceses n�o se restringiu �s grandes cidades e �s regi�es litor�neas do pa�s. Desde o final do s�culo XIX uma transforma��o econ�mica ocorria lentamente no interior do Brasil, principalmente na regi�o sudeste: a expans�o das lavouras de caf�. Com a lavoura de caf�, a estrada de ferro abriu caminho para o interior paulista levando grandes levas de imigrantes para o trabalho nas lavouras o que impulsionou a ocupa��o do interior. Processo que se acelerou no in�cio do s�culo XX. Dentro da necessidade de se organizar para enfrentar as mudan�as impostas pela Rep�blica, a Igreja Cat�lica se viu obrigada a acompanhar este avan�o de crescimento das cidades com a presen�a de padres e bispos para evangelizar a popula��o. Havia a necessidade de instalar novas dioceses e par�quias no interior do Brasil.

Neste contexto ocorreu a divis�o da diocese de S�o Paulo, com um projeto que dividiu o interior do estado de S�o Paulo em cinco novas dioceses: Ribeir�o Preto, Campinas, Taubat�, S�o Carlos do Pinhal e Botucatu.

Os novos Bispos da Prov�ncia Eclesi�stica de S�o Paulo foram escolhidos entre a elite eclesi�stica brasileira: Campinas � D. Jo�o Batista Correa Nery (6/1/1863 - 01/02/1920); Ribeir�o Preto � D. Alberto Jos� Gon�alves (20/07/1859 � 06/05/1945); Botucatu - D. Lucio Antunes de Sousa (13/04/1863 � 10/10/1923); Taubat� � D. Epaminondas Nunes de �vila e Silva (04/07/1869 � 29/06/1935); S�o Carlos - D. Jos� Marcondes Homem de Melo (13/09/1860 � 15/10/1937). A diocese de S�o Paulo foi elevada a sede da arquidiocese e D. Duarte Leopoldo e Silva eleito o primeiro arcebispo.

A escolha da cidade de Ribeir�o Preto como sede de diocese partiu da hierarquia da Igreja no Brasil: D. Duarte Leopoldo e Silva, bispo de S�o Paulo e D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, primeiro cardeal do Brasil. A vizinha cidade de Batatais queria ser a sede de diocese e havia enviado, em 1903, � Secretaria de Estado do Vaticano um projeto solicitando ser a sede da diocese. No entanto, a cidade de Batatais foi preterida pela hierarquia da Igreja que escolheu Ribeir�o Preto.

D. Duarte, bispo da ent�o diocese de S�o Paulo, visitou em maio de 1907 a cidade de Ribeir�o Preto e, junto com o p�roco da matriz de S�o Sebasti�o Monsenhor Joaquim Antonio de Siqueira, deu in�cio aos preparativos para instala��o da diocese. O bispo incentivou a instala��o de comiss�es para angariar fundos, uma vez que, a matriz estava em obras, tamb�m n�o havia uma resid�ncia para servir de pal�cio episcopal e dinheiro para o patrim�nio da diocese. O vig�rio de Ribeir�o Preto, Monsenhor Siqueira, n�o despendeu esfor�os para a concretiza��o do projeto. Ele fez um levantamento a pedido do bispo sobre as condi��es das par�quias e capelas do futuro bispado, para mapear e organizar a forma��o do fundo patrimonial para constitui��o da f�brica (1) do bispado.

E o primeiro bispo? A escolha recaiu sobre Monsenhor Alberto Jos� Gon�alves, procedente do Paran�, eleito bispo em 1908 tomou posse em 1909. As cartas de apresenta��o de D. Alberto foram un�nimes em apresent�-lo como homem apto a exercer o cargo, al�m de devoto da Virgem Maria, requisitos fundamentais para Igreja.

A atua��o do Padre Alberto - Depois de ordenado sacerdote em 17 de setembro de 1882, o ent�o padre Alberto foi para Curitiba, capital paranaense, onde ocupou o cargo de p�roco da matriz Nossa Senhora da Luz de Curitiba exerceu o cargo de deputado estadual e federal e senador da Rep�blica pelo Paran�. Como podemos ver, um pol�tico foi eleito bispo para atuar numa regi�o do estado de S�o Paulo em franca prosperidade. A regi�o crescia com muita rapidez, era uma terra que a Igreja precisava defender seu espa�o diante das for�as consideradas opostas como a entrada de outras cren�as. O caf�, a ferrovia e os milhares de imigrantes mudaram a paisagem da regi�o trazendo o desenvolvimento econ�mico, industrial e cultural. A Igreja precisava de um bispo capaz de atuar junto �s novas for�as de poder econ�mico, bem como, deveria ser pol�tico para negociar com a sociedade diante das necessidades da Igreja.

A sagra��o de D. Alberto ocorreu na catedral Nossa Senhora da Luz, em Curitiba no dia 2 de fevereiro de 1909, por d. Duarte Leopoldo e Silva, tendo bispos consagrantes d. Jo�o Francisco Braga, bispo de Curitiba, e d. Jo�o Becker, bispo de Florian�polis.

Quando d. Alberto chegou a Ribeir�o Preto, no dia 28 de fevereiro de 1909, vindo de Curitiba para assumir como 1� bispo da diocese rec�m criada, a esta��o ferrovi�ria Mogiana estava repleta de fi�is e autoridades que foram saudar o novo bispo. As ruas centrais da cidade por onde o cortejo passava foram preparadas, enfeitadas, e o povo, convidado a saud�-lo de suas casas. No palacete Schmidt, local em que d. Alberto ficou inicialmente hospedado, o Dr. Altino Arantes, deputado federal, foi convidado especialmente para ser o orador oficial encarregado de saudar o bispo rec�m chegado em nome de todo o povo.

Foi no mesmo palacete de Francisco Schmidt que o novo bispo recebeu os cumprimentos das autoridades presentes, civis e eclesi�sticas, enquanto uma grande multid�o do lado de fora tamb�m tentava entrar para saud�-lo. Os relatos da posse descreveram o deslumbrante e espont�neo contentamento da multid�o que acompanhou os festejos. Todas as comiss�es das par�quias pertencentes ao bispado vieram para recepcionar o bispo.

Como a Catedral n�o estava conclu�da, a posse ocorreu na capela S�o Jos� dos padres Agostinianos Recoletos. D. Alberto saiu do palacete Schmidt para a futura catedral, local em que recebeu as vestes episcopais e seguiu para a capela S�o Jos�, acompanhado pelas seguintes associa��es: Catecismo paroquial, Arquiconfraria de S�o Jos�, Pia Uni�o das Filhas de Maria, Ros�rio Perp�tuo, Cora��o de Jesus, todas com seus estandartes. Ao chegar Monsenhor Siqueira iniciou o Te Deum, canto que era usado somente em ocasi�es solenes da Igreja.

Ao ler a Bula de nomea��o, monsenhor Siqueira, que oficiou a cerim�nia, anunciou os cinquenta dias de indulg�ncias que o bispo concedia a todos os fi�is de sua diocese por ocasi�o da posse, significando as b�n��os estendidas atrav�s do pastor a seus fi�is.

Ap�s as devidas cerim�nias, D. Alberto fez seu discurso centrado na paz que desejava aos filhos de Ribeir�o Preto, fato que deu in�cio o governo do primeiro bispo da diocese de Ribeir�o Preto que se estendeu at� 1945, ano do falecimento de D. Alberto.


Dra. Profa. Nain�ra Maria Barbosa de Freitas
Professora de Hist�ria da Igreja na Faculdade Cat�lica da Arquidiocese de Ribeir�o Preto

Nota

(1) F�brica � em geral uma parte dos bens eclesi�sticos ou de seus rendimentos, destinada a conserva��o e reparos das igrejas e �s despesas do culto divino.


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